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terça-feira, 3 de julho de 2012

Inquisição e os papas


Os papas não só apoiavam o procedimento da Inquisição como foram seus fundadores. 

A origem da Inquisição está diretamente ligada com o progresso da heresia cátara. Dominando extensas regiões do sul da França, sendo favoráveis ao suicídio, contrários ao casamento e ao juramento - o que dissolvia respectivamente: o indivíduo, a família e a sociedade -  saqueando as fazendas e Igrejas, os cátaros, além de um atentado à doutrina católica, representavam uma ameaça social. Por isso, os hereges passaram a ser, não só uma preocupação do clero, mas do Estado, incorrendo em penas civis. 

Ocorre que algumas vezes os governantes entregavam os suspeitos de heresia à justiça comum sem averiguar direito sua culpabilidade. Ou ainda, taxavam inimigos injustamente de hereges para tirar vantagens. Foi este o caso de Frederico II, que desejando conquistar a Lombardia, condenou à morte, desterrou e confiscou os bens de vários habitantes da região, acusando-os de hereges (ironicamente, fez sua cruzada contra a heresia com um exército de árabes, o que mostra bem o seu zelo pela fé). 

Para impedir esses abusos, o papa Gregório XI resolveu fundar o Tribunal da Inquisição, reivindicando o direito exclusivo de julgar heresias. Só esse Tribunal poderia declarar alguém como herege.

O Papa visava também impedir que a população fizesse justiça com as próprias mãos. Muitas vezes os suspeitos de heresia eram atacados sem esperar a atuação das autoridades. 

Em Soissons, em 1120, por exemplo, demorando o bispo para punir alguns hereges, o povo os arrancou de sua guarda para queimá-los na fogueira. Em Colônia, o próprio povo arrombou a prisão e massacrou hereges que aguardavam julgamento. Pedro Bruys foi assado na Sexta-feira Santa, quando assava carne para insultar os cristãos.  Há uma infinidade de outros casos.

Assim, o Tribunal criado pelo Papa visava proteger o réu, ou seja o acusado de heresia, dentro de normas jurídicas e eclesiásticas. Era uma oportunidade para que ele se defendesse antes que fosse entregue às penas aplicadas pelo Estado. 

Depois de fundado por Gregório XI, o Tribunal da Santa Inquisição foi aprimorado e acrescido de poderes pelos Papas seguintes, recebendo sempre apoio da Igreja. 

Fonte: Site Montfort

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lucas 14, 26: Devemos odiar nossa família?

Enviada em: 25/06/2012
Nome: Anônimo
Idade: 23
Profissão:
Religião:
Pergunta: 

Lucas 14,26 - Para ser um seguidor de Cristo, deves odiar tua família.
I João 3,15 - Se odiares teu irmão, és um assassino. 
Apocalipse 21,8 - Todos os assassinos arderão no inferno.

Não há contradição nisso tudo? Quer dizer que se seguir Jesus, arderão no fogo do inferno?

Resposta:

Não há contradição nenhuma! Na Bíblia não se deve pegar textos isolados, assimilá-los para criar uma idéia, mas sim analisá-la exegeticamente. 

Esse tipo de artimanha é chamado de sofisma. Para a lógica material, se uma das premissas for falsa, existe a possibilidade de a conclusão ser falsa, então vejamos. Podemos pegar o termo "odiar" de Lucas 14,26 e levá-lo ao pé da letra? 

Não. Odiar, na exegese bíblica, é uma palavra equívoca, que pode ter vários sentidos, que no caso deste versículo de São Lucas quer dizer que antes que amemos nossas famílias, devemos amar primeiramente a Deus. 

A Bíblia diz que Jacó ‘odiava’ Léia e amava Raquel (Gênesis 29:30-32), o que queria dizer que ele não amava Léia tanto quanto amava a irmã dela, Raquel. 

Claro que Jacó não odiava literalmente Léia. Até mesmo de forma mais simplificada e direta, sendo preciso abandonar (odiar) a família para seguir Jesus, que assim seja feito. 

Então, o termo odiar de Lucas 14,26, não é o mesmo de 1 João 3,15, o que tornam  todas essas comparações sem sentido. Para falar da Bíblia, tem que estudar exegese bíblica, pois mesmo São Pedro, primeiro Papa, em uma de suas cartas diz que nenhuma parte dela é de interpretação particular (2 Pd 1,20). 

Qualquer desocupado dará voltas e voltas, versículo por versículo da Sagrada Escritura procurando contradições e não encontrará sequer uma, pois não foi qualquer um que a escreveu, mas sim Deus, que inspirou homens a escrevê-la, então pra quem não quer e não gosta de perder tempo, fica o conselho.

Weslen Viana

terça-feira, 19 de junho de 2012

De onde provém o termo "Católico"?


Ele vem do termo grego “katholikós”, o qual é a combinação de duas palavras: “kata” – concernente – e “holos” – totalidade; por conseqüência, “concernente à totalidade” ou “integral, abrangente”. De acordo com os mais importantes dicionários ingleses o termo católico vem de uma palavra onde seu significado é algo que é “relativo à totalidade” ou mais compreensível, “geral ou universal”.

Foram várias as causas de a Igreja de Cristo precisar de um nome próprio. Uma delas é identificá-la no meio de tantas seitas heréticas que vieram a aparecer.

Quem usou primeiro o termo católico foi São Inácio de Antioquia, o que fez com que depois, por exemplo, São Policarpo, Bispo de Esmirna usasse diversas vezes. Santo Agostinho não economizou esforços em usar este termo para difundir a tradição da Igreja Primitiva e fazer com que seus registros conhecidos até hoje nos façam ter certeza que se tratam da mesma Igreja. Santo Agostinho escreveu: Ele escreveu que “devemos ser leais à religião cristã e à comunicação em Sua Igreja que é católica, e que não é denominada católica apenas por seus próprios membros, mas também por todos seus inimigos”.

Com esse entendimento que Santo Agostinho nos dá, vemos que tudo deve ter um nome, ainda mais uma religião. Se um batista ofende um metodista, ou um mórmon diz algo sobre um presbiteriano, ou ainda um espírita tenta refutar um pentecostal, a quem vão recorrer para ajuizar tal questão? Claro, aos nomes de tais denominações, que inclusive são um número gritante e crescente a cada dia. A quem chamariam de idólatras(sic), adoradores de Maria, pregadores de um purgatório que não existe, de um seguir um tal papa que é a besta do apocalipse, se não usássemos a palavra Católica para designar nossa Mãe Igreja?

Ainda aparece um mau entendedor e diz: Mas não existe este termo “católica” na Bíblia? Em refutação perguntamos: E nela se encontra a palavra “Trindade”? 

Trindade é um nome usado para identificar a natureza de Deus. Católica para identificar o corpo de Cristo que inclusive seu nome completo é Católica Apostólica Romana.

Ela é Una porque Jesus edificou somente uma Igreja e não diversas: ... sobre esta pedra edificarei minha igreja...” (Mt 16,18). Santa porque sua cabeça é Cristo, católica porque é universal e para todos, apostólica pois é a única, com exceção de algumas cismáticas, que detém de uma sucessão ininterrupta de sacerdotes desde Pedro e os outros apóstolos e romana por ter sido a precursora na queda do império romano e se apossado de um território de Roma, onde fica a sua sede, Santa Sé, no Vaticano.

Weslen Viana

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O que é a Verdade?


Quem não ouviu algum indivíduo pronunciar essa palavra, se vangloriando de detê-la. Quantos dessas denominações religiosas presunçosas não declaram conhecer a tal verdade? De que verdade eles falam? Será se sabem ao menos o que é a verdade?

Quando digo a verdade, estou falando do conceito aplicável a este substantivo, que gera tanta confusão.

O conceito de verdade é a adequação da ideia ao objeto.

Quando olhamos algo, ou observamos, seja algo concreto ou abstrato temos uma idéia sobre aquilo observado. Essa observação por vir de nós, de cada um, é uma observação subjetiva.

No entanto quando essa observação se adequa ao objeto verdadeiramente, temos a verdade.

Se tiver uma parede de cor amarela em nossa frente, e ao observarmos ela dizemos que ela é amarela, no entanto nossa ideia se adequou ao objeto, isso é a verdade sobre a cor do objeto. A parede é de fato amarela, e independe da ideia do observador.

Agora se vemos essa mesma parede e dizemos que ela é vermelha, nossa ideia não se adequou ao objeto, temos algo falso, uma mentira. Podemos dizer que ela é de várias cores, azul, verde, preta, etc. Percebemos que a um objeto, como já foi dito, de natureza palpável ou abstrata, podemos dar somente uma observação objetiva e várias subjetivas, ou seja, sobre alguma característica, podemos dizer várias mentiras, mas somente uma verdade.

Não é diferente às coisas que vem de Deus, pois são verdades indefectíveis. Tudo que nos foi revelado, seja através das Escrituras, seja pela Tradição Apostólica tem caráter objetivo, nossas ideias tem que se adequar a essa verdade e não o contrário.

E é isso que acontece com o protestantismo, onde seus membros aceitam o livre exame da Bíblia proposto por Lutero, que todos podem ler a Bíblia e interpretá-la, segundo suas ideias, fazendo assim uma observação subjetiva, sujeita a erros. Impossível que milhões de protestantes que seguem esse livre exame possam adequar suas ideias às verdades que contém nas Escrituras, pelo contrário, vemos a cada dia nascendo um número gritante de doutrinas, ensinando várias “verdades”. A multiplicação de seitas é notável, justamente por interpretar subjetivamente a Bíblia. O protestante se diz conhecedor da verdade, mas em cada seita protestante vemos diferentes ensinamentos, por exemplo: Guardar o sábado (Adventista), certeza da salvação, justificação somente pela fé, sola scriptura, batismos inválidos (Mórmons e TJ’s), dentre muitos outros. Cada uma dessas religiões ensinam diferentes credos, e se julgam estar com a verdade, o que é impossível.

Brevemente será publicado aqui um artigo sobre como reconhecer a verdadeira religião, aquela que detém da missão de transmitir a verdade, revelada por Deus aos seus apóstolos pra que estes a transmita interruptamente pelos séculos dos séculos.

Weslen Viana



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Por que a Igreja condena o aborto?


O aborto é a morte do feto ainda no útero da mãe, seja essa morte involuntária (aborto espontâneo) ou voluntária (quando se há vontade de matar o feto).

O aborto voluntário torna-se um pecado contra o 5º mandamento: Não matarás!

Também para a Igreja é um crime hediondo, ou seja, um dos mais graves por não permitir que a vítima tenha alguma defesa. Toda criança recém-nascida é uma criatura indefesa, imagine então ainda dentro do útero materno.

Alguns conseguem argumentos não teológicos para afirmar que momentos depois da fecundação não existe vida ainda. Há até quem diga que só é vida de verdade após o parto.

Todo cristão deve acreditar tendo como modelo a concepção de Jesus, que mesmo sendo concebido pelo Espírito Santo, nada mais é diferente de uma concepção humana. Maria recebeu Jesus em seu ventre, teve o período de gestação, e parto.

Antes de seu nascimento já se profetizava sua vinda, o anjo anunciou a Maria, e a primeira manifestação de Jesus se deu no ventre de Sua mãe.
Como em vários países o aborto não é considerado crime, até mesmo no Brasil já está se vê a aceitação do governo para tal ato, a Igreja em sua infinita sabedoria, pune de sua maneira aos católicos que praticarem tal crime, já que o governo não pune.

A punição para quem comete aborto é a excomunhão. Se para Igreja o aborto é considerado um crime hediondo e um crime canônico, essa punição é mais severa. E também por ser um crime que pode ser feito às escondidas, é dada uma sentença automática, chamada excomunhão automática, que no latim chama-se latae sententiae.

Automática porque no momento que você comete esse pecado, não precisa nenhum tribunal eclesiástico anunciar tal excomunhão, o indivíduo por própria consciência já sabe que está excomungado.

Quem cometer aborto voluntário, seja o homem, a mulher ou ambos, deve procurar um Bispo da Igreja, de preferência o de sua diocese, pois somente a eles estão reservado o Sacramento da Confissão para tal crime. 

A Igreja Católica Apostólica Romana organiza suas normas e às coloca bibliograficamente no chamado Código de Direito Canônico.

Os crimes que não são considerados crimes pelo Estado e são considerados crimes para a Igreja e que estão regulamentos do Código de Direito Canônico (CDC), são chamados crimes canônicos.

Weslen Viana

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Protestante nega a mediação de Nossa Senhora.



Enviada dia 02/04/2012

Viva somente a JESUS CRISTO de Nazaré, pois foi ELE quem deu TODO o seu SANGUE para que NÓS pudéssemos ter direito a VIDA ETERNA!!!

Porque DEUS AMOU o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO UNIGÊNITO, para que TODO AQUELE que NELE CRÊ NÃO PEREÇA, mas tenha a VIDA ETERNA. (Jo 3:16)

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. (I Timóteo 2:5-6)

Jesus diz: Eu sou o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA; NINGUÉM vem ao Pai SENÃO por MIM. (João 14:6)

DEUS, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida JUNTAMENTE com CRISTO - pela graça sois salvos, e juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em CRISTO JESUS, para mostrar nos séculos vindouros, a suprema riqueza da SUA GRAÇA, em bondade para conosco, em CRISTO JESUS. Porque pela GRAÇA sois SALVO, MEDIANTE A FÉ; E ISTO NÃO VEM DE VÓS, É DOM DE DEUS; não de obras, para que NINGUÉM SE GLORIE. (Efésio 2:4-9)

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32) Se, pois, o FILHO vos libertar, verdadeiramente sereis livre. (João 8:36)

Errais por não conhecer as escrituras nem o Poder de Deus (Mateus 22:29)
Que Deus possa abrir os seus olhos e os seus ouvidos para que as Palavras de Deus possam entrar no seu coração. Deus abençoe a sua vida!


Resposta:
Viva Jesus! Viva Nossa Senhora! Viva a Igreja de Cristo! Viva o Papa!

Viva Nossa Senhora sim, pois a salvação, nos veio por meio dela. Se ela é meio, é Medianeira. Jesus é toda a graça transcendente, por excelência, então pra quem tem o mínimo de entendimento, logo toda a graça nos veio por meio dela, isso não a faz uma deusa, e sim a mais perfeita serva de Deus. Deus quis servir-se dela na encarnação para que salvação acontecesse. Isso porque Ele quis, e não é nenhum de vocês protestantes que vai mudar isso. 

Devemos o mínimo de gratidão a ela, pois uma espada transpassou sua alma, ela a humana que mais amou nosso REDENTOR, bendita entre as mulheres. Ela não é um vaso qualquer, ela é a mãe do VERBO, pois isso eu repito: Viva Nosso Senhor, Santíssimo Sacramento, gerado no seio da Maria, a mais bem aventurada! Viva Nossa Senhora!

Acreditamos que Jesus é o único redentor, conforme a Bíblia e está de acordo com o ensinamento da Igreja, não temos Maria como redentora, mas sim como meio da salvação. Não é preciso ser fazer muito esforço para saber que se Jesus é a graça por excelência e detentor de todas as graças, logo se Jesus nos veio por meio dela, por meio dela nos veio todas as graças, simples. Deus confiou a Ela que toda a graça viesse por meio de seu ventre.

Por isso a chamamos de medianeira de todas as graças e está de acordo com a Bíblia, só alguém dotado de muita ignorância e má fé para não reconhecer isso. Não exageramos coisa nenhuma, damos a Ela a honra que ela merece por tamanho bem que ela fez a nós, aceitar a encarnação e dar a luz a nosso salvador.

Porei inimizade entre ti e a MULHER, e entre a tua descendência e a dela; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gn 3,15). Jesus tratava Maria por MULHER. Maria aceitando ser mãe do verbo pisou na cabeça da serpente como cumprimento da profecia!

O primeiro milagre de Jesus nos veio por meio dela em Caná, onde ela intercede e antecipa-o, Ele assim quis que fosse por meio dela. A primeira manifestação de Jesus ainda no ventre se deu por meio da voz de Maria, onde João Batista saltou de alegria e sua mãe ficou cheia do Espírito Santo!

Jesus é o único mediador, isso a Igreja sempre ensinou e ensinará, mas esquecem os protestantes hereges que Jesus tem um corpo místico, onde nós somos os membros, Ele é a cabeça, e intercedemos uns pelos outros, ou nunca viram em pseudo-igrejas protestantes, ou seja, nas seitas os pseudo-pastores orando uns pelos outros, impondo-lhes as mãos na cabeça?

Jesus é o único mediador salvífico, ou seja, de salvação, os protestantes pegam (I Timóteo 2:5-6) e lêem somente este versículo, onde deveriam ler o seguinte também para verem que Jesus é mediador da salvação, pois Ele próprio é a salvação. Não impede que ele use os meios que Ele quiser, por que Ele é Deus, para que essa salvação aconteça. 

Assim Ele quis usar de vários instrumentos, os apóstolos, os discípulos (que não é a mesma coisa de apóstolo), a Igreja nos dias de hoje, Maria e até mesmo de um objeto de condenação, a cruz. Precisa mais? Ele poderia nos salvar de qualquer maneira, num piscar de olhos, pois é onipotente, mas quis servir-se de meios.

E depois somos nós Católicos que não conhecemos a Bíblia(sic!). Francamente hein!

Agora eu devo dizer, que Deus possa abrir os olhos dos protestantes que repudiam Maria, e façam assim como Jesus, que ama sua Mãe. Imitemos a ela, que guardava todas essas coisas no seu coração. (Lc 2,16-21). Maria é a perfeita obra de Deus, e quem exulta a obra exulta muito mais o Autor. Salve Maria, mãe de meu Senhor! (Lc 1, 43)

Weslen Viana

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Igreja é pecadora?

É São Paulo que descreve aos Coríntios a Igreja como sendo um corpo, um Corpus Mysticum, onde Jesus é a Cabeça: “Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo”. (I Cor 12,12).

Não podemos dizer que todos somos a Igreja, por nós mesmos, mas que fazemos parte em Cristo, como membros deste Corpo Místico.

Se fazemos parte da Igreja então ela é pecadora?

Não. A nossa natureza pecaminosa não mancha a Igreja, porque se Cristo é a Cabeça, então há nesse Corpo Místico, infinita santidade.
 
Há um momento na Liturgia Eucarística, que simboliza perfeitamente, e nos faz entender, o motivo pelo qual somos pecadores e isso não torna a Igreja maculada.
 
Na Missa, o sacerdote junta uma gota de água ao vinho do cálice, simboliza a Igreja, união de Cristo, cabeça do corpo Místico e dos homens que participam de seu corpo. Mas, assim como a gotinha de água não consegue diminuir a cor, o sabor e o perfume do vinho (posto no cálice em muito maior quantidade), assim também não afetamos a Cristo, em seu Corpo Místico, com os nossos pecados pessoais. Pelo contrário, é a cor, o sabor, o perfume do vinho que são transmitidos à gotinha de água.
 
Weslen Viana

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Só Cristo salva?


Só Cristo salva! (ou Só Jesus salva!)

Eis o slogan protestante.

Mas vamos colocar uma interrogação: Só Cristo salva?

A afirmação: Só Cristo salva, tem fundamentação teológica em si?

Pode-se afirmar isoladamente que somente Cristo salva?

Protestantes de todos os naipes apontam o dedo na cara de qualquer um, principalmente de nós católicos, e dizem essa famosa afirmativa, mesmo em Bíblias de edições protestantes, adesivos em carros e motos, e enormes banners. Isso tudo para querer eles nos rebaixar, pois acreditam na possibilidade de o católico não acreditar nesta verdade, ou que outra criatura seja detentora da salvação.

Pois bem...

Nós católicos acreditamos que só Cristo Salva? Veremos.

Para responder usarei dois critérios: O teológico e o lógico.

Primeiramente entenderemos a natureza de Cristo. De acordo com catecismo – já que este é a teologia simplificada – analisemos os parágrafos:

240. Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (Mt 11, 27).
241. É por isso que os Apóstolos confessam que Jesus é «o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus» e que é Deus (Jo 1, 1), «a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), «o resplendor da sua glória e a imagem da sua substância» (Heb 1, 3).
242. Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecumênico de Nicéia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai (44), quer dizer, um só Deus com Ele. O segundo concilio ecumênico, reunido em Constantinopla em 381, guardou esta expressão na sua formulação do Credo de Nicéia e confessou «o Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, luz da luz. Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai» (45).

E mais adiante:

253. A Trindade é una. Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: «a Trindade consubstancial» (64). As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única: cada uma delas é Deus por inteiro: «O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza» (65). «Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina» (66).

Duas considerações, no trecho: a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai, quer dizer, um só Deus com Ele, diz que Jesus e Deus são um só. Nisso os protestantes concordam, quer dizer, a maioria, dado a babel teologal e diversificada que os identificam.

E a afirmação de que a Trindade é una. Trindade una parece um tanto contraditório, mas para nós faz parte dos mistérios da fé, devemos acreditar mesmo sem entender.

Já é perceptivo que a frase só Cristo salva já vai perdendo sua suposta essência de inteireza e clareza.

Deus é uno em substância e trino em pessoa. Cada pessoa da Santíssima Trindade é Deus completo.

Agora vamos partir para um pouco de lógica. Um exemplo de proposições:

Todo cachorro é vegetal.(premissa maior)
Os vegetais são verdes.(premissa menor)
Logo, todos os cachorros que existem são verdes.(conclusão)

Para a lógica formal está corretíssimo, embora para a realidade as premissas sejam falsas. Cachorro não é vegetal e nem todos os vegetais são verdes na realidade. Então para a realidade a conclusão estaria errada. Dado o caráter lógico formal, as premissas sendo proposições, a conclusão concordando com as premissas, torna-se verdadeira.

Como estamos falando de coisas reais, que existem de fato (Deus Pai, Jesus, Trindade), a lógica formal não nos serve, só serviu para elucidar. Vamos então a chamada lógica material. Esta que se dá no âmbito real, com as proposições sendo analisadas pela inteligência ou até mesmo pelos sentidos.

Para termos na lógica material uma conclusão verdadeira, é necessário que as premissas também sejam verdadeiras, tanto a premissa maior, como a menor:

Jesus é Deus (P)
Jesus nos salvou (p)
Logo, Deus nos salvou (C).

As duas premissas são verdadeiras e não podem ser contraditórias, logo a conclusão também é verdadeira. Quando isso acontece, chamamos de silogismo.

Para o protestante seria assim:

Jesus é Deus (P)
Só Jesus salva (p)
Logo, Deus não nos salvou (C).

Como Jesus é inseparável substancialmente de Deus, a primeira premissa (maior) é verdadeira e o só da segunda premissa (menor) faz com que a conclusão seja falsa, levando em consideração a realidade de que Jesus não se isola de Deus, confirmada pela fé. Fé esta que é uma adesão da inteligência.

Quando a conclusão é falsa, damos o nome de sofisma.

Quando ouvimos um protestante querendo nos dizer que só Cristo salva, vemos algo tendencioso, pois que teimam em espalhar aos quatro cantos do mundo que temos Nossa Senhora como salvadora, e que a adoramos como deusa, o que nunca foi ensinado pela Igreja.

Finalizando... Deus Pai salva, Deus Filho salva e Deus Espírito Santo salva. É assim que devemos professar. Cristo salva sim, consubstancialmente com as outras duas pessoas da ST. Nunca podemos isolar a nenhuma pessoa da Santíssima Trindade o caráter salvífico.

Então, não usemos trechos isolados da Bíblia para criar slogans, se assim fizermos, podemos entrar em erros como este, o sofisma. É através de erros filosóficos, teológicos, lógicos, entre outros, que nascem as heresias.

Confiemos em nossa Santa Igreja, Católica Apostólica Romana, em tudo que se dizer respeito a fé e moral. 

Weslen Viana

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Por que Pedro negou a Jesus Cristo?

Nós católicos cremos na primazia de Pedro. Cremos porque é uma revelação que está escrita no Evangelho de São Mateus, onde Cristo confiou-lhe as chaves do reino dos céus, podendo ligar e desligar tudo que se refere a fé e moral, ensinando a todos verdades também reveladas e guardadas pelo magistério da Igreja. Enquanto ensinando sobre a fé e moral os sucessores de Pedro, os quais chamamos de Papas, são infalíveis, não podem errar porque tem assistência do Espírito Santo, e Deus não pode errar, nem mentir.

No entanto, nosso primeiro Papa, Pedro, cometeu erros. A Bíblia nos fala de três negações, que Pedro viera a cometer. Mas que fique bem claro que esse como também outros, foram erros pessoais. Infalibilidade papal não quer dizer impecabilidade papal. O Papa, mesmo sendo infalível, quando ensina com o poder concedido por Cristo, é capaz de cometer pecados pessoais.

Lembrando que antes da negação, em outro episódio Cristo pergunta repetidamente por três vezes se Pedro o amava, e logo após às três respostas de Pedro pedia: Apascenta as minhas ovelhas. Jesus não tinha ovelhas, animais propriamente dito, referindo assim a todos nós, que estamos sendo apascentado pelo sucessor de Pedro, o Papa. 

Então, Deus permitiu que Pedro pecasse, para compreendêssemos que os Papas embora infalíveis em matéria de Fé e Moral, quando ensinam à Igreja, com vontade de definir uma questão, continuam pessoalmente capazes de cometer pecados.

Houve Papas santos e também Papas que não são assim considerados.

Weslen Viana

O número 666


O número 666 e a besta do apocalipse.

Certamente você já ouviu dizer que o papa é a besta de que fala João no livro do Apocalipse. Isso é coisa de gente que não tem juízo. O que o fundamentalismo faz... Um homem que, até quem não tem fé, se curva diante dele, os protestantes fanáticos o chamam de besta fera, 666. Tudo isso por causa da interpretação errada de um livro, o Apocalipse de São João, cuja linguagem é simbólica.

Eu, que escrevo este artigo já ouvi isso várias vezes, e já fui questionado, por ser católico, a respeito de tal certeza que os protestantes julgam estar com a razão.
 
Vamos por parte. Em Apocalipse 13,18 – (É o momento de ter discernimento. Quem tiver inteligência, interprete o número da besta, pois é o número de um homem. E o seu número é seiscentos e sessenta e seis.). São João usa o número 666 para designar a besta, logo se o número 7 representa a plenitude e a perfeição, o número 6 significa aquilo que é incompleto, imperfeito; desta forma, três números 7 representam claramente a perfeição, enquanto que três números 6 representam a imperfeição e as trevas. Podemos entrar nestes detalhes sobre o número 666, em outro futuro artigo, aqui no site da Paróquia de São José Operário.

O número 6 é repetido três vezes, também, porque existiam três reinos: Roma, que era a cabeça, o reino da Judéia, onde havia também um governante romano e o império grego. O número 666 indicava a imperfeição desses reinos terrenos.

Em Ap 13, 6-8 (Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu. Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação, e hão de adorá-la todos os habitantes da terra, cujos nomes estão escritos desde a origem do mundo no livro da vida do Cordeiro Imolado.). João diz que a besta abria a boca e blasfemava contra Deus e contra o tabernáculo que havia nos céus, mandava que fossem mortos todos aqueles que não adoravam a imagem da besta. Sabemos que os Césares, os imperadores de Roma, perseguiram muitos cristãos. Basta dizer que os trinta primeiros papas desta época foram martirizados por causa de Cristo, a começar por São Pedro. São João escrevia sobre isto para os irmãos da Ásia Menor, que eram perseguidos por César (na época, Nero) e seus sucessores, ao mesmo tempo em que anunciava a vitória de Cristo sobre eles. Por tanto, a besta de que fala São João no Apocalipse é César Nero.

Como São João aplica o número 666 a Nero? Os cristãos daquela época não entendiam o latim, mas somente o grego e o hebraico. Na verdade o número 666 em hebraico forma o nome de César Nero (ele fez as letras hebraicas da direita para a esquerda). Isto explica como é que as palavras “César Nero”, em hebraico, produzem o número 666.

Mas com base em que os protestantes dizem que o papa é a besta?

Eles dizem isso porque o Papa, sendo sucessor de Pedro, é o representante de Cristo na terra. Dizem eles que os papas usam na sua mitra (que chamam de chapéu do papa) a inscrição em latim “VICARIVS FILII DEI” (que significa “Vigário do filho de Deus”). Daí eles pegam as letras que têm valor de numeração romana (I=1, V=5, X=10, L=50, C=100, D=500, M=1000), somam e obtêm o resultado 666, supostamente provando assim que o papa é a “besta fera”.


Porém, esta interpretação é TOTALMENTE FALSA. Por quê?
1)             Não existe esta inscrição na mitra dos papas.
2)         Nenhum papa até hoje usou o título de “Vigário do filho de Deus”.
3)      Se não fosse este título, eles procurariam qualquer outra combinação de palavras cuja soma desse 666, diriam que o Papa a aplica a si mesmo e que leva esta inscrição no chapéu. A arte de atribuir um valor qualquer a um nome qualquer, usando combinações matemáticas, chama-se Gematria. Veja caro leitor, as artimanhas que os protestantes usam para distorcer a palavra de Deus, tentando provar pela própria Bíblia as suas heresias e delírios.
4)             Como já se foi dito antes, os judeus não falavam em latim, mas hebraico e grego. Por isso, São João, escrevendo para os cristãos, não iria usar o latim.
5)             O Papa não pode ser a besta, porque o número 666 se aplica a uma pessoa, e não a um cargo. César Nero era um pessoa.”Papa” é um cargo.
6)             O papado foi instituído pelo próprio Cristo, quando disse: “... Simão, filho de Jonas, tu me amas mais do que estes? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo, e Jesus lhe disse então: apascenta as minhas ovelhas (Jô 21,15). E isso foi perguntado três vezes, e nas três vezes Cristo obteve resposta positiva de Pedro. Sendo que Jesus não tinha ovelhas (animais), e sim ovelhas (pessoas), dá essa missão a Pedro de apascentar suas ovelhas quando acontecer sua ascensão aos céus. Portanto, foi Cristo quem escolheu Pedro para ser o primeiro Papa da Igreja fundada por ele (a Igreja Católica Apostólica Romana).

Pedro assumiu sua missão em Roma. Ele tinha o cargo de Bispo, a mesma função que Tiago em Jerusalém. Após a morte de Pedro, outro cristão de nome Lino foi escolhido para sucedê-lo como bispo de Roma. Como os sucessores de Pedro assumiram o seu lugar, como bispos de Roma, a Igreja romana passou a ter autoridade sobre todas as outras, como Pedro tinha autoridade em relação aos outros apóstolos, pois ele era a “pedra” sobre a qual estava construída a Igreja de Cristo. Por este motivo, a sede da Igreja acabou ficando em Roma, pois foi lá que Pedro foi martirizado, na Colina do Vaticano. Com o passar do tempo os cristãos começaram a chamar o sucessor de Pedro de Papa.

Mesmo com o Papa em Roma, os cristãos eram duramente perseguidos no império romano. Mas quando o imperador Constantino se converteu ao Cristianismo, no século IV, ele baixou um decreto dando liberdade de culto aos cristãos, que deixaram de ser perseguidos. A Igreja cresceu mais e mais, e sua sede continuou em Roma e como era no tempo da perseguição, Roma, e queria destruir a Igreja, mas a vontade de Deus não era essa; foi a Igreja que acabou conquistando Roma, pelos testemunhos dos santos e mártires que derramaram o seu sangue pela causa de Cristo.

Ninguém pode se autonomear chefe de uma Igreja; ou fundar uma quando quiser. Jesus Cristo, que é o Filho Único de Deus, fundou a Sua Igreja, firmou Pedro como seu sucessor e os apóstolos como bispos. Cada apóstolo que morria era sucedido por outro cristão que tinha recebido, pela imposição de mãos dos apóstolos, o mesmo poder que estes haviam recebido de Cristo. E assim se faz até hoje. É por isso que a Igreja Católica possui sucessão apostólica, porque o poder que Cristo deu aos apóstolos tem sido transmitido, sem interrupção aos seus sucessores, até o dia de hoje. Portanto, por mais que alguns protestantes insistam em se chamar “bispos”, eles não são, porque não têm autoridade e nem sucessão apostólica. Ninguém é sacerdote ou bispo só porque diz que é. O poder para tornar um homem sacerdote, vem de Deus, e não dos homens. Este poder Cristo deu à sua Igreja e a mais ninguém. Para finalizar e provar isto, basta lembrar do Coronel Correia Lima, que depois de ter feito o que fez, em menos de uma semana de dita conversão, já se auto-titulava pastor de Igreja. Pode?

Sem mais detalhes para o momento, e esperando a participação dos leitores deste site, no espaço Catequese Online, caso brote dúvidas.

Weslen Viana